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Nexus - Uma breve história das redes de informação, da Idade da Pedra à inteligência artificial, livro de Yuval Noah Harari

  • Marcia Amorim
  • 2 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

Marcia Amorim

Conselheira de Administração Certificada pelo IBGC. Presidente do Conselho Consultivo do Grupo São Vicente - Rede Supermercadista do Estado de São Paulo. Coach de Executivos credenciada pela International Coaching Federation - ICF. Consultora Associada à Lee Hecht Harrison Consultoria - Grupo Adecco. WCD - Women Corporate Directors Member.



Introdução

A mais recente obra de Yuval Noah Harari — Nexus: A Brief History of Information Networks from the Stone Age to AI (título original)— examina, em longa duração histórica, como redes de informação moldaram a cooperação humana e por que a ascensão da inteligência artificial (IA) inaugura um poder informacional sem precedentes. Este artigo tem o objetivo de apresentar os temas centrais do livro — realidade objetiva, subjetiva e intersubjetiva; o processo de contenção; os tipos de redes; e a visão ingênua (naïve view) — destacando a relevância de governar a tecnologia para o bem comum e os riscos sociais de negligenciá-la.

1) Visão geral da obra

Harari parte da constatação de que o trunfo evolutivo humano foi a capacidade de cooperar em larga escala, viabilizada por histórias, mitos e redes de informação que conectam pessoas que não se conhecem. Em Nexus, ele sustenta que o que mantém as redes unidas não é necessariamente a verdade (correspondência fiel à realidade objetiva), mas a conexão: a informação atua como infraestrutura de vínculos entre indivíduos, instituições e símbolos. À medida que as redes evoluem — de narrativas míticas e religiões a burocracias, mídias de massa e algoritmos — cresce, simultaneamente, seu poder de produzir ordem e de gerar delírios coletivos. Com a IA, emergem sistemas que aprendem e decidem em velocidade e escala superiores à supervisão humana, elevando o patamar de risco e a urgência de mecanismos de governança.

2) Realidade objetiva, subjetiva e intersubjetiva

Harari distingue três formas de realidade: objetiva (independente das crenças humanas, como as leis da física), subjetiva (percepções e crenças individuais) e intersubjetiva (realidades construídas coletivamente, como dinheiro e nações). Em Nexus, as redes de informação são os meios pelos quais as realidades intersubjetivas são criadas e transformadas. As redes priorizam coesão e ação coletiva, não necessariamente a verdade. Quando a busca por controle supera a busca pela verdade, abre-se espaço para manipulações e autoritarismo.

3) Tipos de redes e o processo de contenção

Harari identifica redes mitológicas, burocráticas e algorítmicas. Ele descreve o processo de contenção como o equilíbrio entre ordem e verdade: conter divergências sustenta cooperação, mas a contenção excessiva limita a autocorreção. Na era da IA, a contenção requer governança com transparência, auditoria e responsabilização, pois os riscos para liberdade, dignidade e agência humana são elevados.

4) A visão ingênua da informação

A visão ingênua (naïve view) presume que mais informação gera mais verdade e progresso. Harari contesta isso, mostrando que a informação nem sempre representa a realidade, mas serve para conectar pessoas. Quantidade não é qualidade: o excesso de dados pode aumentar ilusões e polarização. Para organizações, dados e IA não equivalem a sabedoria — é essencial validar e corrigir, cultivando pensamento crítico e ética.

5) Tecnologia e IA para o bem comum — e os riscos da negligência

Se bem governadas, redes digitais e IA podem democratizar o acesso à saúde e educação e fortalecer a transparência. Sem contenção, porém, algoritmos podem manipular emoções e substituir a agência humana. Proteger a agência humana significa preservar a capacidade das pessoas de agir com autonomia, discernimento e responsabilidade diante de sistemas inteligentes. A tecnologia deve permanecer a serviço do julgamento humano, não substituí-lo.

6) Implicações práticas para liderança e conselhos

Harari propõe um olhar crítico sobre redes internas, governança de dados e IA, e cultura de autocorreção. É preciso equilibrar eficiência e autonomia, proteger agência e dignidade, e adotar salvaguardas éticas que mantenham a inovação a serviço do bem-estar humano.


Referências

·        Harari, Yuval Noah. Nexus: A Brief History of Information Networks from the Stone Age to AI. Fern Press / Penguin Random House, 2024. Disponível em: https://www.ynharari.com/book/nexus/

·        CBS News. Book excerpt: Nexus (trecho sobre a naïve view — visão ingênua). https://www.cbsnews.com/news/book-excerpt-nexus-by-yuval-noah-harari/

·        The Guardian. Poole, Steven. Nexus by Yuval Noah Harari – end of days? 11 set. 2024.

·        Words & Dirt. SNQ: Yuval Noah Harari’s ‘Nexus’. https://www.words-and-dirt.com/words/snq-yuval-noah-hararis-nexus/

·        TLS – The Times Literary Supplement. E. R. Truitt. Nexus — review. https://www.the-tls.com/regular-features/in-brief/nexus-yuval-noah-harari-book-review-e-r-truitt



Este artigo contou com o suporte do ChatGPT (modelo GPT-5, OpenAI) para aprimoramento de linguagem e clareza. As ideias e o conteúdo resultante são de autoria e responsabilidade exclusiva de Marcia Amorim.

 
 
 

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