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Accountability — quando cumprir o prometido se torna a base da confiança, do desempenho e da cultura organizacional

  • Marcia Amorim
  • há 3 dias
  • 3 min de leitura

Marcia Amorim é Conselheira de Administração Certificada pelo IBGC. Presidente do Conselho Consultivo do Grupo São Vicente – Rede Supermercadista do Estado de São Paulo. Coach de Executivos credenciada pela International Coaching Federation – ICF. Consultora Associada à Lee Hecht Harrison Consultoria – Grupo Adecco. Women Corporate Directors – WCD Member.


Em ambientes organizacionais cada vez mais complexos, distribuídos e orientados por metas ambiciosas, a palavra accountability passou a ocupar lugar central nos discursos de liderança. Ainda assim, permanece frequentemente mal compreendida ou reduzida a uma lógica punitiva, associada apenas à cobrança de resultados.

No livro Accountability no trabalho: como comprometer-se, cumprir o prometido e conseguir que outros façam o mesmo, Carolyn Taylor propõe uma leitura mais madura, profunda e transformadora do conceito, deslocando-o do campo do controle para o da responsabilidade consciente, da confiança e da coerência entre discurso e prática.

Ao longo da obra, Taylor sustenta que accountability não se resume a “ser responsável”, mas envolve a capacidade de fazer promessas claras, assumir compromissos de forma explícita e agir consistentemente para cumpri-los, mesmo diante de obstáculos. Trata-se de um comportamento relacional e cultural, não apenas individual. Quando promessas são vagas, expectativas não são alinhadas ou responsabilidades ficam implícitas, abre-se espaço para frustrações silenciosas, conflitos velados e perda de eficiência. Nesse sentido, a autora defende que organizações de alto desempenho são aquelas em que as pessoas sabem exatamente o que foi combinado, o que se espera delas e como os resultados serão acompanhados.

A abordagem do livro é especialmente relevante para líderes e gestores porque desloca o foco da hierarquia para a qualidade das conversas. Accountability, segundo a autora, nasce de diálogos francos sobre prioridades, prazos, recursos disponíveis e limites reais. Não é um mecanismo de vigilância, mas um acordo adulto entre partes que compartilham objetivos comuns. Esse entendimento contribui para ambientes de maior segurança psicológica, nos quais as pessoas se sentem autorizadas a sinalizar riscos, renegociar prazos quando necessário e assumir erros sem medo, preservando a confiança mútua.

Artigos recentes publicados pela Forbes reforçam essa leitura ao destacar que culturas organizacionais sustentáveis são construídas quando empoderamento e responsabilidade caminham juntos. Em análises voltadas a líderes e executivos, a revista tem enfatizado que autonomia sem accountability gera dispersão, enquanto cobrança sem clareza corrói o engajamento. O ponto de equilíbrio está justamente na capacidade de alinhar expectativas, acompanhar compromissos e tratar desvios como oportunidades de aprendizagem, e não como falhas morais. Essa visão dialoga diretamente com o livro de Taylor, que apresenta a accountability como um fator estruturante da confiança e da credibilidade das lideranças.

Outro aspecto relevante da obra é sua conexão com temas contemporâneos de governança, gestão de pessoas e ESG. Organizações que não cumprem o que prometem — seja com colaboradores, clientes, investidores ou a sociedade — comprometem sua reputação e sua legitimidade. Accountability, nesse contexto, extrapola o nível operacional e torna-se um princípio ético e estratégico. Ao honrar compromissos, empresas fortalecem relações de longo prazo, aumentam a previsibilidade de seus resultados e constroem culturas mais resilientes, capazes de atravessar ciclos de mudança com maior coesão.

Para o leitor executivo, o livro convida a uma reflexão prática e necessária: como estão sendo feitas as promessas dentro da organização? Elas são claras, realistas e compartilhadas? Existe acompanhamento consistente dos compromissos assumidos? Há espaço para conversas honestas quando algo não sai como planejado? Ao responder a essas perguntas, líderes começam a perceber que accountability não é um instrumento de pressão, mas uma alavanca de maturidade organizacional.

Em um cenário marcado por transformações aceleradas, modelos híbridos de trabalho e exigências crescentes por transparência, Accountability no trabalho oferece um referencial sólido para quem busca fortalecer a cultura, melhorar o desempenho coletivo e construir relações profissionais baseadas em confiança. Mais do que uma técnica de gestão, accountability aparece, na leitura de Carolyn Taylor, como uma escolha consciente de liderança — e como um dos pilares invisíveis, porém decisivos, das organizações que entregam resultados de forma sustentável.

Declaração: a autora contou com o suporte do Chat GPT 5 – Open AI para aprimoramento de linguagem e clareza. As ideias e o conteúdo resultante são de autoria e responsabilidade exclusiva da autora.


Referências

TAYLOR, Carolyn. Accountability no trabalho: como comprometer-se, cumprir o prometido e conseguir que outros façam o mesmo.

FORBES. Artigos e análises sobre accountability, liderança responsável, confiança organizacional e desempenho sustentável, com contribuições e entrevistas de Carolyn Taylor e especialistas em gestão.

 
 
 

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